MPB

Clube Novo – um selo de inspiração mineira

Inaugurando sua atuação no mercado fonográfico, o selo Clube Novo apresenta o multi-instrumentista Mário Vitor com o lançamento nas plataformas do single “Sabes”. A canção transita pelo classic rock e pela MPB, com forte influência da geração Clube da Esquina. Marca, aliás, da elenco de artistas do novo selo. Inspirado na atmosfera do movimento mineiro que ganhou o Brasil, o Clube Novo é abençoado por Márcio Borges – um dos grandes representantes da geração que nos deu compositores do quilate de Milton Nascimento, Fernando Brant, Lô Borges, Beto Guedes, Toninho Horta, Nélson Ângelo e tantos outros.

O selo estreante é um projeto capitaneado pelo pelo cantor, instrumentista, arranjador e produtor Eduardo Braga. “Não estamos fazendo aqui reedição do Clube da Esquina, mas é inegável que muitos de nossos artistas buscaram inspiração nos valores que o Clube da Esquina nos deixou. E isso á mais do que música. Falamos também de amizade e companheirismo”, destaca Braga, ex-integrante do grupo vocal Equale e idealizador do projeto Jazzin’ Minas que investiga as conexões globais da música produzida pelos mineiros.

Carioca com as raízes musicais fincadas em Minas Gerais, Braga conta que o papel de Márcio Borges, um dos mais importantes letristas brasileiros, no novo selo é o de consultor informal. “É uma grande honra para mim ter o privilégio da amizade do Márcio. Quando apresentei a ele o conceito do Clube Novo, ele topou estar com a gente, trazendo sua experiência para este projeto totalmente independente voltado a levar ao público uma nova safra de artistas com interessantes trabalhos autorais”, completa Eduardo Braga.

O escolhido para abrir os trabalhos do Clube Novo também vem das Gerais. Nascido em Alfenas, Mario Vitor vem de uma longa estrada pavimentada pelos Beatles. Tocou nos grupos Terra Molhada, Túnel do Tempo e Bluebeetles dedicados ao grupo inglês, fez parte de projetos internacionais sobre o tema – com o inglês Gavin Pring (vencedor do Emmy com “George Harrison Tribute Act”, considerado um dos maiores tributos ao ex-Beatle no mundo), Pepperband e o Harrison-McCartney Tribute. Há oito nos anos participa do festival International Beatleweek, em Liverpool e, há dois, do festival Abbey Road on the River, em Jeffersonville (EUA).

Agora Mario Vitor conta estar produzindo um EP autoral onde faz um mix dessas vertentes. “Sabes é uma composição que mistura ritmos percussivos africanos com influências do rock inglês, melodia baseada nas cirandas e contrabaixo percussivo inspirados nas linhas do Clube da Esquina”, define o artista, radicado no Rio. “A letra fala das batalhas silenciosas que lutamos sem que os outros saibam, quando julgam nossas atitudes”, completa Mario, que gravou todos os instrumentos, exceto a guitarra solo que ficou a cargo de Ramiro Magalhães. O resultado final lembra muito as primeiras canções de Lô Borges, irmão caçula de Márcio Borges. Ouça:

A cartela de talentos garimpados pelo Clube Novo abriga hoje 10 músicos. A ideia é lançar regularmente singles dos artistas nas plataformas digitais e nas redes sociais. “O mercado fonográfico se transformou de uma maneira que hoje o artista independente pode até conseguir se projetar sozinho e fazer sucesso. Mas acreditamos que o fato de criar um selo com essa nossa proposta é como estar numa irmandade em que todos se ajudam e aprendem uns com os outros. Isso é fazer a coisa certa pelo motivo certo”, defende Eduardo Braga, que tornou-se um fenômeno das plataformas digitais com regravações de sucessos internacionais com arranjos inspirados na Bossa Nova. Graças a esse trabalho, o artista tem hoje 105 mil seguidores apenas no Spotify.

Em seu último álbum (“Jazzin’ Minas Vol. 1”), Eduardo Braga apresenta releituras de temas de seus ídolos do Clube da Esquina com arranjos jazzísticos.

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