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Eduardo Braga une música mineira com jazz

Eduardo Braga - Foto: Divulgação

O feriado de Corpus Christi está chegado e uma boa pedida é mergulhar na diversidade sonora da música mineira com um tiquinho de jazz. Na esteira do sucesso do espetáculo Para Lennon & McCartney – os Beatles e o Clube da Esquina (cuja direção musical leva sua assinatura), Eduardo Braga solta a voz nas estradas e leva ao Vizinha 123 o espetáculo Jazzin’ Minas, em apresentação única, nesta quinta-feira, 20 de junho, às 21h30.

Acompanhado por um trio de instrumentistas tarimbados, Braga celebra e explora a interseção do repertório do Clube da Esquina com o jazz, privilegiando a liberdade de estilo e os arranjos com improvisos e dando outra dimensão a clássicos do cancioneiro popular mineiro, sobretudo por incorporar outras linguagens musicais. O espetáculo teve uma primeira versão há dois anos, mas o músico considera que agora alcançou a formação ideal da banda com quem divide o palco.

Milton é ponto de partida

A influência do jazz na obra de Milton Nascimento é o ponto de partida do repertório. “Eu não inventei essa pegada jazz nas canções do Milton. Algumas de suas parcerias com Wagner Tiso já trilham essa caminho. Decidi explorar um pouco desse universo”, explica Eduardo Braga. A canções emblemáticas como “Tarde” e “Vera Cruz” (parcerias com Márcio Borges) somam-se faixas menos conhecidas de autoria de Bituca como “Vidro e Corte” e “Novena” (também com Márcio Borges) e sucessos do Clube da Esquina como “Sonho Real” e “Trem Azul” (Lô Borges e Ronaldo Bastos), “Nascente” (Flavio Venturini e Murilo Antes), “Fazenda” (Nelson Ângelo) e “Amor de Índio” (Beto Guedes e Ronaldo Bastos).

E se mineirice flerta escancaradamente com o jazz, a obra de Toninho Horta não pode ficar de fora. Criações do compositor e instrumentista de renome mundial, como “Beijo Partido”, assim como parcerias como “Diana” (com Fernando Brant), ganham leituras intensas no espetáculo. Confira a versão que Eduardo Braga concebeu para “Nada Será Como Antes” (Milton e Lô Borges), gravada durante apresentação no Teatro Rival em 28 de maio:

Idealizador, diretor e arranjador do espetáculo, Eduardo Braga é cirúrgico na escolha de seus companheiros de palco. “São músicos com contribuição expressiva não apenas na MPB, mas na cena jazzística, apresentando-se ao redor do mundo”, justifica o artista, ao referir-se a André Santos (contrabaixo), João Braga (piano) e Clauton Sales, que executa um impressionante mix de bateria com trompete: os dois instrumentos são tocados ao mesmo tempo. “Estou com o que considero a formação ideal para o projeto. O Clauton trouxe um componente que nunca tinha tido antes. É um autêntico jazzman”, elogia.

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