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Guinga + Jards + Moa + Zé Renato? Dobrando a Carioca é uma beleza!

Guinga, Jards Macalé, Moacyr Luz e Zé Renato - Foto: Marluci Martins

Das muitas histórias que as paredes do centenário Bar Luiz, na Rua da Carioca, são testemunhas está a formação do Dobrando a Carioca, uma parceria de vida musical que uniu as trajetórias e talentos de Guinga, Jards Macalé, Moacyr Luz e Zé Renato num espetáculo que correu o Brasil e, em 2016, foi registrado num CD/DVD antológico, gravado ao vivo no Teatro Ginástico, no Centro do Rio. O quarteto se apresenta neste sábado (14), às 19h30, no Teatro Rival Refit sem plateia e com transmissão pela plataforma Inac Livre.

Quem já assistiu esse encontro comprova a alegria, irreverência e carioquice transbordantes no espetáculo que nos remete invariavelmente àquela noite em que os quatro decidiram tocar o projeto. Há 21 anos. Assista aqui o DVD:

Dono de memória prodigiosa, Moacyr Luz conta que, entre (muitas) calderetas de chope e pratos alemães, havia um jornalista registrando os risos e os rabiscos de um roteiro em construção. “Distraído, ele nos perguntou em qual direção estava o (Teatro) João Caetano. Alguém apontou: ‘Dobrando a carioca’. E assim nasceu o grupo ou esta confraria”, explica o sambista.

Agora vocês imaginem quatro craques desses reunidos e com tanta história pra contar. Durante os ensaios para a volta aos palcos, os quatro relembraram algumas pérolas como uma noite fria no interior do Rio de Janeiro. “Fizemos um show uma vezem Teresópolis, num festival de inverno, e o nosso palco ero no meio de um lago. Saía fumaça de frio”, recorda Moacyr. “A gente com frio olhando praquele palco e pensando: como é que vamos tocar assim e, de repente, no palco vimos uma bailarina, uma menina de uns 12 anos, quase nua… aí a gente pensou: vamos ter que encarar. Eu que não bebo nada de álcool, enchi a cara de vinhos para poder esquentar a mão”, completa Guinga, às gargalhadas. “E depois veio o diretor do evento falar com a gente: ‘Como toca bem aquele tal de Pinga, hein’”, arremata Moacyr, arrancando risadas dos colegas.

E não vai ser a falta de plateia que vai desmotivar essas quatro vozes com seus toques característicos ao violão. A transmissão on-line abre portas de combinações tão infinitas quanto esses quatro talentos.

No repertório, arranjos inventivos para canções autorais dos quatro compositores como “Catavento e Girassol” (Guinga e Aldir Blanc), “Toada” (Zé Renato, Cláudio Nucci e Juca Filho), “Saudades da Guanabara” (Moacyr Luz, Aldir Blanc e paulo César Pinheiro) e “Vapor Barato” (Jards Macalé e Waly Salomão) e releituras de pérolas do nosso cancioneiro como “Um a Zero” (Pixinguinha, Benedito Lacerda e Nelson Angelo), “Favela” (Padeirinho e Jorge Pessanha), “Nega Dina” (Zé Kéti), “Cidade Lagoa” (Sebastião Fonseca e Cícero Nunes), “Como Tem Zé na Paraíba” (Catulo de Paula e Manezinho Araujo), “Sinhá, Sinhô” (Aloysio Silva Araujo), “A Saudade Mata a Gente” (Antonio Almeida e João de Barro) e “Acertei no Milhar” (Wilson Baptista e Geraldo Pereira).

SERVIÇO

Dobrando a Carioca – Guinga, Jards Macalé, Moacyr Luz e Zé Renato
Teatro Rival Refit “Abrindo Portas” – Transmissão online
14/11, às 19h30
Ingressos a partir de R$ 22, 50 clicando aqui

Foto em destaque: Marluci Martins

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