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Live lembra a genialidade de Luiz Melodia

Por Negrxs 50+*
Especial para Na Caixa de CD

Luiz Melodia gravou seu primeiro álbum em 1973, o icônico ‘Pérola Negra’ – Foto: Divulgação

Foi na tradicional casa da Cinelândia – hoje Teatro Rival Refit – que Melodia gravou o CD “Acústico ao vivo” em 1999. A live, a partir das 16h, acontece no perfil do Instagram.

Vários cantores e amigos farão duas horas de apresentações, entre eles Jards Macalé – amigo do homenageado –; Pedro Luís, que acaba de lançar um trabalho só com músicas do Negro Gato; Chico César; Moyseis Marques; Marcos Sacramento; Elisa Lucinda; Renato Piau – parceiro e que acompanhou Melodia em shows durante décadas – e, claro, Zezé Motta, grande intérprete da obra do artista. No repertório estarão sucessos como “Pérola negra”, “Estácio Holly Estácio”, “Juventude transviada”, “Congênito”, “Fadas” e “Dores de amores”.

Idealizada pela jornalista Carla Paes Leme, a live será comandada pelo produtor musical Marcus Fernando e terá, ainda, as participações da diretora do teatro, a atriz Angela Leal, e do rapper Mahal Reis, filho do homenageado. Melodia se apresentava no Rival, pelo menos, uma vez por ano e sempre com lotação esgotada.

 

A biografia do carioca do morro de São Carlos

Outra homenagem nesta terça será o lançamento da biografia “Meu nome é Ébano – A vida e a obra de Luiz Melodia” (Tordesilhas, 336 páginas), que foi escrita pelo jornalista Toninho Vaz.

Melodia era carioca do morro de São Carlos, no Estácio, e morreu aos 66 anos de idade. Era filho de um músico que não desejava a mesma vida para o filho. Desde pequeno ouvia muita música. Formou sua identidade musical única a partir do rádio, que ouvia com voracidade.

Compositor e cantor, iniciou a carreira nos anos 70 e transitou pelo samba, MPB, rock, soul e blues. Suas composições chegaram aos ouvidos de Gal Costa, que foi a primeira intérprete a gravar suas canções. A primeira foi “Pérola Negra”, que tornaria-se a faixa-título de seu primeiro álbum, de 1973. Sua obra pode ser ouvida em 38 álbuns, entre álbuns solo, coletâneas e tributos.

Foi casado com a cantora, compositora e produtora Jane Reis desde 1977 até sua morte e teve um filho, o rapper Mahal Reis (1980). Ouça aqui uma de suas versões para a canção que lhe abriu todas as portas na cena e consolidou sua carreira não só como um compositor do Estácio que virou a tradição sambista do morro de São Carlos do  avesso:

Em 2018, um ano após sua morte, a 29ª edição do Prêmio da Música Brasileira homenageou a trajetória de Luiz Melodia num memorável espetáculo em que grandes nomes como Alcione, Maria Bethânia, Baby do Brasil, Caetano Veloso, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Fabiana Cozza, Céu, Lenine, João Cavalcanti, Moreno Veloso, Xênia França, Áurea Martins, Pedro Luís, Liniker e os Caramelows e Iza celebram o rico universo melodiano. O cenário do espetáculo é de Gringo Cardia que buscou inspiração na arte de Rubens Gerchman para dar cores à música deste artista formidável. Assista o show completo com a gente:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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