MPB

MPB4 volta aos palcos em noite brilhante. Tem mais neste sábado

O MPB4 volta triufalmente aos palcos neste pós-pandemia - Fotos: Sheila Gomes

O sábado está chuvoso, horrendo no Rio. Mas quem se aventurar a sair de casa para assistir o MPB4, a partir das 20h, no Teatro Rival Refit estará fazendo um grande negócio, purgando esse céu cinzento e os dias sombrios que vivemos (mas não me refiro às condições climáticas).  O show comemorativo dos 55 anos de carreira do quarteto, que estrearia em abril de 2020 e foi adiado por causa da pandemia, marca a volta do grupo aos palcos cariocas.

Miltinho e Aquiles, da primeira formação do grupo, desde 1965, mais Paulo Malguti Pauleira e Dalmo Medeiros apresentam algumas canções que há muito tempo o MPB4 não apresentava ao vivo como “Sinal Fechado”, de Paulinho da Viola, e uma sequência arrebatadora do musical “Calabar”, de Chico Buarque, que inclui “Cala a Boca, Bárbara”, Fado Tropical”, “Ana de Amsterdam” e “Não Existe Pecado ao Sul do Equador”.

“Estamos ensaiando bastante para este show emblemático para todos nós porque é o nosso retorno ao Rio. E grupo vocal é fogo. Você pega arranjos lá dos anos setenta e é como se fosse novo. Ninguém lembra como eram as vozes. Estamos nos entregando nesses ensaios como se essas músicas fossem inéditas”, destaca Aquiles, também crítico musical aqui da nossa Caixa de CD.

O MPB4 volta triufalmente aos palcos neste pós-pandemia - Fotos: Sheila Gomes
O MPB4 volta triunfalmente aos palcos neste pós-pandemia – Fotos: Sheila Gomes

Mas é claro que não poderiam ficar de fora desse passeio pela MPB alguns clássicos que marcaram a trajetória do grupo, como “Apesar de Você”, “Roda Viva” e “Quem Te Viu, Quem Te Vê”, pinçadas da vasta colaboração do grupo com o cantor e compositor Chico Buarque e “Vira Virou” (Kleiton Ramil). E nesses momentos o MPB4 transmuta-se em MPB Muitos porque a plateia abraça essas canções e canta a plenos pulmões. É catártico e faz jus à trajetória de resistência dessas vozes.

E uma atração à parte neste espetáculo é que o quarteto terá na banda de apoio três filhos de integrantes do grupo: João Farias (baixo), Pedro Reis (guitarra e bandolim) e Marcos Feijão (bateria), filhos de Ruy (falecido em 2018), Aquiles e Miltinho, respectivamente. E nem pensem em nepotismo: os garotos tocam muito e deram um punch certeiro de esquerda no andamento em palco.

Rebatizado para “MPB4 – 57 anos”, o espetáculo vai percorrer o Brasil ao longo do ano. E o grupo também planeja para 2022 lançar, nas plataformas digitais, do álbum “O Sonho, a Vida, a Roda Viva – MPB4 50 Anos ao Vivo” (2019), que deu ao MPB4 a quarta estatueta do Prêmio de Música Brasileira na categoria de Melhor Grupo de MPB.

Deixe uma resposta