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Nem na Rodoviária, mas com Chico César e Geraldo Azevedo

Antes da pandemia, Geraldo Azevedo e Chico César preparavam a turnê “Violivoz”, que tinha estreia marcada para maio deste ano. Mesmo com o adiamento da série de shows, os dois seguiram trabalhando juntos, mas à distância: Chico mandou uma letra por email para Geraldo e ele prontamente respondeu com a melodia. Assim nascia “Nem na Rodoviária”, primeira composição da dupla. Em isolamento social, eles gravaram a música nova com seus celulares e agora apresentam ao público pela internet, disponível nos canais oficiais dos dois parceiros no YouTube.

“Não sei no seu planeta / Se existe amor para dar / Se amores são cometas / Que os amantes mal veem passar / Não há saciedade / Se quem chega parece partir / Tanto preconceito / Tanto amor desfeito / De amar assim”, canta a dupla num dos versos da canção que toca fundo nos sentimentos remexidos por tanto tempo em casa. Assistam a essa belezura de canção que é “Nem na Rodoviária” aqui com a gente:

Sertanejos de estados vizinhos, o pernambucano Geraldo Azevedo e o paraibano Chico César trazem o acento nordestino em seus cancioneiros, que se misturam pela primeira vez no show “Violivoz”. “Esse show com o Geraldo  nasceu de uma noite em que ficamos tocando violão na cozinha de minha casa. A base do repertório são nossas canções conhecidas, mas há também algumas parcerias inéditas”, contou Chico César ao Na Caixa de CD em entrevista concedida em abril na qual ele falava de como estava lidando com a pandemia, ainda no primeiro mês de isolamento social.

Mais que uma cantoria, o novo projeto é um belo encontro desses dois cantautores da música brasileira. A estreia será anunciada assim que os shows forem liberados pelas autoridades sanitárias, pois com a vida não se brinca.

Veja, abaixo, a letra desta primeira parceria dessa dupla arretada e sem sintonia com o belo e o sublime:

Nem na Rodoviária
(Geraldo Azevedo e Chico César)

Nem na rodoviária
Descolei um foguete pra ir
Da ilha solitária
Que separa seu beijo de mim
Nessa sociedade
A verdade parece mentir
Mesmo assim sem jeito
Tenho amor no peito
Amor por ti

Não sei no seu planeta
Se existe amor para dar
Se amores são cometas
Que os amantes mal veem passar
Não há saciedade
Se quem chega parece partir
Tanto preconceito
Tanto amor desfeito
De amar assim

Eu já não sei se a vida é sonho meu amor
E o sonho é a ilusão de tudo
Pois eu sonhei que tu estavas triste demais
E acordei com o os beijos que dava em mim mesmo por nós

 

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