PopRockRock Brasil

P.A. Pagni, baterista do RPM, morre aos 61

O baterista do RPM, Paulo Antônio Pagni, mais conhecido como P.A., morreu neste sábado (22), aos 61 anos. O músico estava internado em estado grave desde o início do mês na UTI de um hospital na cidade de Salto, no interior de São Paulo. Os integrantes da banda souberam da perda do colega momentos antes de um show em Garopaba (SC). Ainda que tristes, decidiram manter o concerto em respeito ao público e em homenagem a P.A.

“Nosso querido amigo P.A resolveu definitivamente descansar de sua brava luta pela vida. Partiu hoje (22/6) em decorrência do agravamento das suas condições respiratórias devido a forte pneumonia que o atingiu. Fomos pegos de surpresa e tomados pela tristeza quando soubemos de sua partida há pouco. Temos o compromisso doloroso, porém imprescindível, de fazer o show dessa noite. Por vários motivos e pela honra de nosso irmão, sempre apaixonado pelo seu trabalho e extremamente profissional. Temos a responsabilidade de tocarmos e darmos nosso melhor perante uma plateia estimada em 20 mil pessoas, em respeito à eles, à Prefeitura local que nos contratou e em coerência ao nosso profissionalismo, onde poderemos prestar uma homenagem ao nosso companheiro eterno de estrada que estará com certeza sempre ao nosso lado”, disse a banda em comunicado pelo Facebook. Os músicos informaram ainda que antecipariam o retorno a São Paulo para solidarizar-se com a família e amigos de P.A.

Depois de uma longa batalha judicial com o vocalista Paulo Ricardo, P.A. Pagni, Fernando Deluqui (guitarra) e Luiz Schiavon (teclados) conquistaram o direito de se apresentar com a nome RPM, tendo agora como vocalista Dioy Pallone. A banda, criada em 1983, foi uma das mais bem sucedidas do Rock Brasilis é até hoje uma das campeãs em vendas de LPs com o álbum “RPM ao Vivo” (1986), um megaconcerto com direção artística de Ney Matogrosso, que vendeu nada mais nada menos do que 3,7 milhões de cópias em LPs, fitas cassete e VHS. Vejam, abaixo, “Olhar 43”, o maior sucesso da banda que marcou os anos 1980:

Pouca gente sabe que P.A. Pagni, apesar de ter gravado o primeiro álbum da banda “Revoluções por Minuto” (1985), não foi o primeiro baterista do conjunto. Foi antecedido por Júnior Moreno que, por ter 15 anos na ocasião, não podia se apresentar profissionalmente em shows. Moreno seria substituído por Charles Gavin, que acabara de sair do Ira! Convidado ingressar nos Titãs, Gavin deixou as batutas para P.A., que vinha da Patife Band. E o resto da história todos já sabem. Descanse em paz, P.A.!

Deixe uma resposta