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Serguei, André Matos e uma certeza. O rock não morre

Os últimos dias foram marcados por grande tristeza para o rock brasileiro. Por mais que estivesse com idade avançada e a saúda debilitada ninguém um dia chegou a cogitar que Serguei nos deixaria. Símbolo da rebeldia e da irreverência, ele nos deixou aos 85 anos. Ou seja, era mais antigo que o próprio rock and roll, como tão bem definiu o colega de ofício e amigo André Barcinski em artigo que não ouso acrescentar uma linha sequer. Mas aguardo aqui oportuna postagem do companheiro Paulo Roberto Andel, que trabalhava em sua biografia. Pactuo de sua dor e sei que ele deixará seu relato quando achar melhor, pois como cantava Mick Jagger, “Time is on my side / Yes, it is”. Deixo aqui a imagem de como gosto de lembrar do sarcástico artista pioneiro do rock e da contracultura no Brasil. E grande tricolor!

E a vida, ou melhor, a morte não poupa ninguém. Com pouco mais que a metade dos anos de vida de Serguei,  André Matos, ex-vocalista do Angra e Shaman, também se foi. Aos 47 anos, bem no momento em que ele e seus companheiros de Shaman cogitavam fortemente retomar a banda com sua formação original depois do êxito da mini turnê em que tocaram na íntegra os dois primeiros álbuns do grupo. Por ocasião do show no Rio, em dezembro passado, conversei com o guitarrista Hugo Mariutti sobre este projeto que animava a todos (leia aqui). O desaparecimento deste estupendo cantor interrompe o sonho, mas a obra fica. Isso nem a morte nos tira. Descanse em paz, André!

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