Rock

Vamos dissecar Senjutsu, o novo álbum do Iron Maiden?

Por Luis Fernando Rios

 

Capa do álbum 'Senjutsu'
Capa do álbum ‘Senjutsu’

O lançamento do inacreditável “Senjutsu”, em 3 de setembro, me trouxe algumas lembranças acerca da minha experiência com o Iron Maiden e de como fui presenciando o nascimento de seus novos discos ao longo do tempo.

Acompanho o Iron Maiden desde 1986 (“Somewhere In Time” – vinil comprado no supermercado Freeway). A partir deste ano, comecei também a ouvir repetidamente todos os antecessores, desde seu debut, o “Iron Maiden”, de 1980. Ao longo desse tempo, tive que ouvir muitos aficionados falando verdadeiras atrocidades a respeito dos discos da vez. Enquanto eu ia cada vez mais apurando as audições dos discos novos, ouvindo as surpreendentes guitarras sintetizadas, teclados e outras novidades, aturava vários pseudo fãs da banda, bostejando ladainhas como: “o Iron Maiden sem Paul Dianno não existe” ou “farofou de vez essa banda”.

Segui em frente e vi álbuns como “Fear Of The Dark” (1992) se tornarem clássicos atemporais e assim, cada vez mais, inatingíveis por essas blasfêmias.

Com “Seventh Son Of A Seventh Son” em 1988, a coisa foi feia! Vociferavam os incautos pseudo fãs: “o pior e mais sem peso disco do IM”. E ainda, “o Maiden virou banda de prog chatão”. Enquanto ouvia “Evil That Men Do”, “The Clairvoyant” e as outras épicas canções, sentia no ar o esvoejar das críticas insensatas e já sabia que dentro de pouco tempo, muitos daqueles fãs imprudentes teriam que se curvar a infindável capacidade que esta banda mostrava sucessivamente em seus tratados de música. Assim foi acontecendo…

Falar dos discos anteriores a esses supracitados é chover no molhado realmente. Do primeirão até “Seventh Son Of A Seventh Son” é nota 10. A partir daí, pode-se conversar, mas isso é outro tema. Pra uma outra hora.

O tempo foi passando, entrou a década de 1990, os excelentes “No Prayer For The Dying” (1990) e “Fear Of The Dark” (1992) tiraram notas 9 na prova que eu apliquei e claro, o comportamento radical de alguns só piorou. O repúdio com que esses ouvintes tratavam e tratam a música do IM cresceu muito. Na era Blaze, que tem dois álbuns muito bons e preciosos pra manutenção da existência da banda, a agressividade cresceu a níveis megalomaníacos. São eles o nota 8 (“X Factor”) e o nota 7 (“Virtual XI”).

A segunda Era Bruce começou com o nota 8,5 “A Brave New World” e as características principais da banda continuaram a se propagar disco após disco. As composições eram mais e mais intrincadas, melodiosas e aprimoradas e de um modo único. Isso cativou novos adeptos, afastou outros e manteve também muitos, que como eu, sempre procuram ver o lado bom das coisas sem se furtar a tocar nos pontos ruins.

Ao degustar “Senjutsu”, lembrei-me de um verso de certa canção do passado que diz: “Infinite Dreams, I can’t deny them…” “Infinity is hard to comprehend…” “Reincarnate, play the game, again and again…” (Sonhos infinitos, não posso negá-los… o infinito é difícil de compreender… reencarne, jogue o jogo, novamente e novamente…). Essa parte da letra de “Infinite Dreams” representa pra mim o que é a trajetória dessa banda. E mais, diz muito sobre o que se tornou o IM pra fãs como eu que conseguem sentir de fato a energia e os eflúvios que a música deles tem a cada álbum novo. Eles se reinventam dentro de sua própria fórmula. Reencarnam e rejuvenescem ao mesmo tempo a cada álbum. Eles como banda e o Eddie também, não é verdade…? Vivem o sonho infinitamente…

senjutsu 2
Dá para imaginar como será a performance do mascote Eddie em sua fase samurai na turnê de shows do álbum ‘Senjutsu’?

Para discorrer sobre “Senjutsu”, precisamos também compreender como se tornou a relação dos membros da banda (profissional e bastante respeitosa) e como as referências de cada um podem ser canalizadas no momento em que eles estão compondo (há camaradagem em todo processo). Da mesma forma, é preciso saber que uma banda como o IM tem suas manias e sua maneira bem peculiar na hora de gravar. Por último, é imprescindível aceitar que mesmo tendo um produtor como Kevin Shirley que está no posto há anos, temos Steve Harris que co-produz e Bruce Dickinson, que naturalmente impõe certas vontades. Os outros membros tem suas liberdades e os seis caras como um todo, querem colocar suas ideias na hora dos ensaios e posteriormente, nas gravação das faixas. Controlar e equacionar isso é tarefa árdua e pra ser sincero, me parece que a coisa tem andado bem.

Em entrevistas posteriores ao lançamento de “Senjutsu”, pudemos perceber isso. Especificamente sobre o tamanho das músicas e sobre o balanço que eles, membros da banda, tentam dar a cada álbum. Harris e Dickinson são sempre os principais responsáveis por essa cadência criadora e decisória.

Não obstante, observamos que todos participam das composições, fazem isso em parcerias e na hora de gravar, Kevin Shirley aperta o “play” e a “jam” começa. O que flui daí depois é ouvido por todos e normalmente eles ficam impressionados com o tamanho dos “takes”. Se fica muito bom, uma simples polida é dada e vai assim mesmo. Pelo menos é que relatou o produtor recentemente sobre os gêmeos “Book Of Souls” (2015), álbum nota 9 e “Senjutsu”.

Ficou fácil entender como eles dão vida às suas referências, suas próprias vontades e aquilo que nós fãs queremos, o mais equilibradamente possível. O desafio para desenvolver isso é grande e acho que eles tem conseguido. É visceral, é autêntico, vem de dentro, com naturalidade. A mixagem de Shirley não camufla nada. Não extingue das músicas as características que as fazem parecer parte de um autêntico álbum de estúdio, ao vivo. O resultado final é muito bom!

Os discos da segunda Era Bruce são uma crescente no sentido da expansão de suas capacidades como músicos e compositores, bem como no estabelecimento de uma maneira de criar os álbuns dentro de características progressivas, trazendo um toque do hard rock setentista e uma pegada do heavy metal cheia de melodias e guitarras em camadas dobradas.

Bruce contou que ele ouve ainda “Van Der Graaf Generator (adora o Peter Hamill), é fã ardoroso do Peter Gabriel e de seu estilo pós Genesis (ele ama o terceiro álbum solo, de 1980). Adora Scorpions antigo, Judas Priest (“Sad Wings Of Destiny” principalmente) e Thin Lizzy. Essas três últimas bandas ícones do rock, ele diz que idolatra em comum com Steve, que por sua vez, tem o Jethro Tull (“Thick as a Brick” e “A Passion Play”) e Genesis (“The Lamb Lies Down On Broadway), como suas grandes referências pra montar e compor uma peça musical.

Veio a pandemia e agora depois de várias jogadas promocionais e “easter eggs” o IM estourou com o lançamento de dois singles maravilhosos e diferentes entre si. “A Writing On The Wall” e “Stratego”. Posteriormente, o novo álbum chamado “Senjutsu”, foi disponibilizado no “streaming” e através de mídias físicas, como por exemplo um delicioso Box Delux Edition e uma edição em vinil triplo colorido, que dá arrepios de tão linda.

Confesso que mesmo assimilando o disco como um trabalho já característico e similar às ultimas obras, fiquei chocado e impactado com a criatividade e inspiração que se mostra em alguns detalhes que serão destacados na análise de cada canção. Elas bateram forte neste velho cérebro, que já há tempos, é banhado pela incrível e indefectível música do Maiden, regida por um Steve Harris agora bem mais consciencioso, um Bruce Dickinson muito menos ansioso e cantando melhor ainda e os outros dando contribuições estonteantes, como a performance de Nicko McBrain, que beira o insano! A grande surpresa negativa, se é que podemos chamar assim, vem do fato de não termos sequer uma canção de Dave Murray como co-autor. Ele está bem discreto no álbum, como é até característico de sua personalidade.

Ouvir um novo disco do Maiden é para mim, um prazer indescritível. Neste disco são maravilhosas as composições, as performances são viscerais e tem passagens verdadeiramente inspiradas. A lança do Samurai em “Senjutsu”, fatiou meus sentimentos de fã, muito além das expectativas que tinha. A aura da banda está brilhando mais do que nunca. “Senjutsu” é vitória certa! E essa foi de goleada!

Vamos ao “setlist”, espadada a espadada:

  1. Senjutsu (Smith-Harris) – Se você vai pra guerra e está pronto pra entrar numa batalha, quer ir ouvindo esta canção. A intro é forte e necessária.  O riff inicial de guitarra é incrível. A melodia entra e você já está ceifando seus inimigos. Os problemas da vida vão caindo como papel. A agressividade volta com as camadas de guitarra se sucedendo. Bruce não canta. Interpreta. Mudanças de tons na mesma música. É Doom. É Pesada. Arrastada no bom sentido e com um refrão emocionante. Bruce entra com um tom mais agudo e a guitarra duela com ele. Que levada de Nicko!! As guitarras “brincam” até o final. Solos cortantes e entremeados com os riffs melódicos. O IM consegue romantizar a guerra, mesmo sendo um tema tenebroso. A grandiloquência desta canção é impressionante.

 

  1. Stratego (Gers-Harris) – É o single dois do álbum. Tem um teclado no refrão que aparece em outros momentos. Não chega a incomodar. Base solada acompanhando a vocalização. No refrão há um teclado acompanhando também. Bruce num tom mais baixo e guitarra muita acima. Esse é um ponto negativo. A voz dele fica meio que em segundo plano. Essa está como tocaram ao vivo. Pouquíssimas mexidas. E isso ao meu ver é positivo. Mas é diferente do que eles já fizeram no passado com músicas rápidas. A galopada maideniana clássica é poderosa! O riff é explosivo e poderia ser mais destacado. O solo é dignificante! Boa Jannick! Fantástica canção. Um single perfeito! Parabéns pro Jannick!!

 

  1. The Writing On The Wall (Dickinson-Smith) – É uma “Folk Western Country Song”. Isso mesmo. Intro no violão linda. As guitarras se sobrepõem com nuances áridas que continuam com a entrada da cadência de Nicko e a “narração” de Bruce. Num tom agudo e penetrante. Vem o refrão. Tem pegada. Tem um toque dramático tão profundo que me peguei até chorando de emoção com a melodia forte e cortante. A letra política e contestadora é atual e precisa. Destaco o segundo solo de guitarra que é estratosférico (de Adrian é claro). Nessa canção, percebo a voz de Bruce muitíssimo afinada e num tom mais “certo” e mais potente do que no final da década de 80. Penso isso mesmo. Não se assuste. Um adendo que vai se confirmando ao longo do disco. Bruce está num momento espantoso no que concerne seu canto. Uma das melhores músicas que o Maiden já fez! Aproveitem o clipe nesta animação apocalíptica:

 

  1. Lost In A Lost World (Harris) – O chefe fez um excelente trabalho. Outra com uma pegada folk. Meio Floydiana também. Na maravilhosa intro isso fica evidente. Sinto claramente uma psicodelia barretiana.  Tem um coro que alonga a melodia. Lindo. Mas você não quer ouvir isso num disco do Maiden? Então ele não é pra você de fato. A música explode com a batida quebrada e cheia de métrica de Nicko. Dickinson num tom bem agudo. O riff é de pura personalidade. De repente surge uma guitarra que faz base pro seu canto agora mais melódico. A cadência muda no refrão e Bruce Dickinson se enleva. As guitarras dobram. Harris está lá desde o início. É a quarta guitarra? Sim, por muitas vezes! Levada é clara alusão a “The Clairvoyant”. Tem também um “X Factor style”. Ela visita o metal sententista. Muito Sabbath . Fecha com um acústico melódico que remete-nos ao pré-refrão. É lindo! Isso é Maiden, numa essência pura e verdadeira, com muitas influências. Essa música talvez seja a que mais mistura influências!

 

  1. Days Of A Future Past (Dickinson-Smith) – Espetáculo de canção. A dupla de compositores está mais afiada que nunca! Me pegou de primeira. Direta. Batida encorpada com muito surdo. Riff inicial de guitarra estupendo. Essa é pro Bruce sair correndo loucamente pelo palco! Rock’n roll puro. Música muito criativa. Timbre lindo de guitarra e vocais marcantes. Tem uma quebra de cadência no meio e volta arrasando num tom mais alto que ressuscitaria até os primeiros samurais!

 

  1. Time Machine (Gers-Harris) – Me pegou de primeira. A intro é belíssima. Cresce do meio pro fim. Bruce aqui parece um contador de estórias. Vai construindo uma vocalização e no final bem acústico, termina sua estória marcando em mais um épico dessa banda. Musica “progaça”. Muda andamento e base com uma incrível ousadia e maestria. Meio Rush!!! O refrão é um grude só. Rápido, não enjoa. A levada de Nicko no bumbo tem momentos memoráveis. Esse batera é um caso à parte. Vem as guitarras gêmeas e ao mesmo tempo, duelando no meio da canção. É lindo demais. O teclado se uma nota só está lá.

Adendo #1: Harris deveria contratar um tecladista e dar a este a chance de se fazer algo mais criativo. Às vezes parece que o teclado está sendo tocado por um membro de banda de colégio num Festival da Canção.

Aliás, um outro adendo. #2. Não existe Iron Maiden sem Nicko McBrain na minha humilde opinião.

E se me permitem, um terceiro adendo. #3. Bruce envelheceu ganhando força na voz. Ela não diminui. Talvez não solte os agudos que gostaríamos, mas os timbres são surpreendentes e a voz vem do amago da alma de quem canta por amor. Obrigado, mestre!

 

  1. Darkest Hour (Dickinson-Smith) – Essa é uma balada dramática. E nada romântica. Mesmo assim, é de uma beleza ultra mega assombrosa. É densa como uma nuvem cumulonimbus. O solo do Adrian com as viradas do Nicko te levam pra outra dimensão. A letra é uma coisa extraordinária. Fala sobre você esperar o dia nascer pra ir morrer na batalha… Que música! Um épico cinematográfico do Maiden. Sim, ouvi-la é o mesmo que ver um filme. Bruce brilha mais uma vez. O baixo de Harris cavalga mais lentamente como se estivesse atravessando campos minados. O refrão é de chorar. Consigo ouvir o sibilar dos pulmões de Bruce. Fico inebriado. Outro solo curto vem e Bruce de volta com o refrão. Paro até de pensar. Uma catatonia me toma. É um poder quase bélico. Ao fim da música, ouvimos o mar, como na intro. Uma de minhas prediletas se vai e eu sobrevivo como um soldado que lutou e venceu.

 

  1. Death Of The Celts (Harris) – A primeira épica do Chefe. Uma música que bate como “The Clasman”. Ela é maior, mais intrincada e evoluída. Essa talvez seja uma longa que deveria ser mais curta. Nessa música, Harris toca os acordes das guitarras. Ele faz o que quiser, ora bolas! A música é dele e é incrivel! O teclado de uma ou duas notas só está lá. Dickinson já está contando sua estória. Tem de tudo que um fã quer. Guitarras gêmeas, solos inspirados, o baixo crescente, juntamente com o rufar das peles do Nicko. Quando você acha que vai ficar nisso, entra outra levada mais rápida com mudança de riff e o baixo destruindo e solando, cavalgando e dando suas notas altas também. As guitarras acompanham a melodias e solam de novo mais pro final. Um solo após outro. Fecho os olhos e tento me transportar pro estúdio deles. Já cheguei. Os seis estão lá juntos, tocando unidos por uma paixão que move seus fãs e faz da musica deles algo de diferente. A experiência de um fã ouvindo uma música nova do Maiden é caso único na Terra! Muda a melodia novamente. Bruce volta e me encontro com ele. O Freddie Mercury do Metal!! A música vai terminando com aquela textura mais acústica. E que música… os samurais estão vibrando!

 

  1. The Parchment (Harris) – A mais longa… e mais ousada das épicas. É atordoante. Um clima oriental ao extremo com riffs egípcios. É Maiden antigo? Não. É simplesmente Maiden. Na sua essência como sempre. Riff inicial é quase marcial. Mais pesado e acompanhado de outras camadas de guitarra e o teclado, marcando a melodia. É muito criativo. Mais um refrão diferente. Repete os pré refrães um pouco, mas o Maiden é isso. Melodioso. Presente e as vezes um pouco repetitivo. Vem um solo com notas mais longas e extremamente melódico. Nicko vai virando e buscando os pratos e as notas graves em seus surdos e ton-tons. As melodias vão se sucedendo e a musica vai crescendo em beleza e dramaticidade e tensão. Outro solo mais forte entra. É o Adrian. Vem outro, mais curto, foi o Jannick, o terceiro é Dave. Se complementam. Outro riff mais melódico e solado vem e Bruce vem junto. E tudo vai crescendo. Me emociono de novo. Os caras estão aí, depois de tudo!! Com essa alma. Devotados e fazendo uma música belíssima. Apresentando letras profundas e um oceano infinito de melodias… Essa penúltima termina acelerando e já vejo Bruce correndo pelos palco, de uma extremidade a outra como em todo show do Maiden… outro solo de Jannick vem e a música não termina ainda. Outro solo curto e inspiradíssimo… outra cadência e riff… e a música continua, voltando ao seu início como um pergaminho que vai se abrindo e depois é fechado, assim guardando valiosas texturas de boa música.

 

  1. Hell On Earth (Harris) – Entramos na derradeira música. Intro lenta e longa que podia ser mais curta. Todos entram juntos com aceleração e Bruce narrando mais uma epopéia. A música em si é criativa sem ser repetitiva. Acelera com melodia. O baixo galopa e os solos pra variar, são raivosos e lindos. O de Murray é o primeiro. Se destaca pela beleza e variação de tons. Eles se emendam, formando belas partes. As sonoridades vão variando discretamente, alternando cadências. A volta do riff principal vem pesada, acelerada com a melodia e mais um solo magnífico de Jannick. Entremeadas estão as bases rítmicas e pré refrães. Ultimo solo do disco é de Adrian. Fica empolgante de novo, já mais pro final. De repente quebra e você percebe que acabou o álbum de forma mágica e abrupta. Harris vai deixando suas últimas galopadas suaves e a melodia vai sumindo até o final…

Os solos! Abaixo, pra você que gosta como eu de detalhes, a ordem e o momento exato deles nas canções. Recomendo que as ouça de posse desse documento e assim, possa sentir com seu coração o que fluia do deles no momento em que tocavam as cordas de suas respectivas guitarras e proferiam as suas palavras em forma de notas soladas. Como já havia enfatizado, estão esplêndidos:

 

  1. “Senjutsu” – Adrian Smith – 2:24 / 2:40; Dave Murray – 2:41 / 2:56; Janick Gers – 5:20 / 5:35 e Adrian Smith – 7:20 / 8:07
  2. Stratego” – Janick Gers – 3:16 / 3:43
  3. “Writing on the Wall” – Dave Murray – 3:43 / 4:05, Adrian Smith – 4:24 / 5:09 e Janick Gers – 5:17 / 5:58
  4. “Lost in A Lost World” – Dave Murray – 6:16 / 6:35 e Adrian Smith – 6:36 / 6:56
  5. “Days of a Future Past” – Adrian Smith – 2:10 / 2:31
  6. “Time Machine” – Adrian Smith – 4:36 / 4:53, Dave Murray – 4:54 / 5:09 e Janick Gers – 5:09 / 5:24
  7. “Darkest Hour” – Adrian Smith – 4:13 / 5:01, Dave Murray – 5:02 / 5:30 e Janick Gers – 5:39 / 6:25
  8. “Death of the Celts” – Adrian Smith – 4:19 / 4:44, Janick Gers – 6:55 / 7:22, Dave Murray – 7:23 / 7:36 e Adrian Smith – 7:37 / 7:50
  9. “The Parchment” – Janick Gers – 3:17 / 3:30, Dave Murray – 5:02 / 5:47, Janick Gers – 5:48 / 5:59, Adrian Smith – 6:14 / 6:46, Janick Gers – 10:30 / 11:05 e Adrian Smith – 11:06 / 11:22
  10. “Hell on Earth” – Dave Murray – 5:47 / 6:09, Adrian Smith – 6:10 / 6:47, Janick Gers – 8:21 / 8:42  e Adrian Smith – 9:04 / 9:42

São 10 músicas. 30 solos de guitarra. Muita destreza e viscosidade sonora. Centenas de cavalgadas de Harris. Incontáveis e maravilhosas mudanças de andamento. São imperceptíveis 1 hora e 21minutos de puro Iron Maiden, nos dando mais uma aula de história e música. Mostrando assim, que para se entender o presente, é fundamental que revisitemos o passado.

O álbum chega e nos deixa a esperança da próxima turnê. Será no Rock in Rio 2022 que entenderemos mais sobre a arte da guerra Maideniana e sobre as estratégias de combate dos seis samurais no front do palco. “Senjutsu” é, sem dúvidas, para o meu gosto, o melhor disco desde “Seventh Son…”.

Nota 9,5!!!

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