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Festival celebra Moacir Santos a partir de domingo

Por Redação Negrxs50+*

Negro, pernambucano, virtuose do violão na canção popular, Moacir Santos (1926 – 2006) é um dos grandes músicos brasileiros e será homenageado de 19 a 26 de julho com um festival transmitido online, sempre às 20h, pelo YouTube e Facebook. Serão conversas, músicas, lançamentos e um palco virtual aberto sobre esse artista que influenciou as gerações seguintes. O público poderá interagir com os convidados por chat. Na abertura, no domingo, dia 19, o compositor e escritor Nei Lopes, comentará sua poesia afro-brasileira para a música de Moacir Santos e Samara Líbano, violonista de 7 cordas, mostrará sua versão instrumental para a clássica Oduduá, da parceria entre os dois mestres.

A iniciativa tem a curadoria de Andrea Ernest Dias, flautista e autora do livro “Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro” e reverencia o músico que na década dos 40 chegou ao Rio de Janeiro e em 1967 foi para Los Angeles, nos Estados Unidos, onde passou a viver como professor de música e compositor de trilhas para cinema até morrer em 2006. Na parte em declama de sua conhecida “Samba da Benção”, Vinicius de Morais reverencia o mestre com os versos: “…A bênção, Maestro Moacir Santos, que não és um só, mas tantos, tantos como o meu Brasil de todos os Santos…” Isso já explica muito quem foi Moacir Santos.

Trilhas para filmes como ‘Ganga Zumba’ e ‘Seara Vermelha’

Moacir e seu grupo nos Estados Unidos nos anos 1960 - Foto: Reprodução
Moacir e seu grupo nos Estados Unidos nos anos 1960 – Foto: Reprodução

A programação, que pode ser conferida na página do evento no Facebook, contará, entre outros, com Zé Nogueira e Mario Adnet, que conversarão sobre os 19 anos do premiado projeto Ouro Negro. Os maestros Letieres Leite e Carlos Negreiros apresentarão orquestrações afro-brasileiras. Lucas Zangirolami Bonetti, conversará sobre as trilhas sonoras de Moacir Santos para o cinema.

No Brasil, Moacir já fazia trilhas de documentários e filmes, como “Seara Vermelha”, de Jorge Amado, com direção de R. Aversa; “Ganga Zumba”, de Cacá Diégues; “O Santo Médico”, do diretor francês Sacha Gordine; “Os Fuzis”, de Ruy Guerra e “O Beijo”, de Flávio Tambellini, entre outros. Na discografia relativamente pequena, mas representativa, o álbum “Coisas” (1965), figura entre os mais importantes da moderna música brasileira.

Direto da Califórnia, Paul H. Smith, baixista do primeiro grupo de Moacir no Estados Unidos, lança seu mais novo CD em homenagem a Sheila Smith, sua esposa, cantora e compositora e que é a voz na gravação de Nanã do LP “Maestro”, primeiro álbum americano de Moacir para a Blue Note Records e que você ouve aqui:

Palco virtual ainda recebe vídeos

O grupo Quartabê contará sobre as lições do professor Moacir em sua criação e importância para sua trajetória de sucesso pelos palcos do mundo. Sergio Gaia e Alexandre Rodrigues falarão sobre atual atividade musical em Pernambuco, terra natal de Moacir.

Um palco aberto virtual exibirá no domingo, dia 26, a partir das 10h, vídeos de músicas recebidas pela produção do festival. Nesse dia o maestro faria 94 anos de idade. Os vídeos serão recebidos até o dia 25 de julho pelo e-mail festivalmoacirsantos@gmail.com.

Acompanhe os eventos do festival por aqui:

*O portal Negrxs50+ é parceiro de compartilhamento de conteúdo do Na Caixa de CD

 

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