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Luneta Mágica mergulha na floresta

Luneta Mágica
Luneta Mágica
Os integrantes da Luneta Mágica durante a gravação da live na floresta – Fotos: Divulgação

Protagonista da cena musical emergente do Amazonas, a banda experimental alternativa Luneta Mágica gravou em plena Floresta Amazônica a live de lançamento de seu mais novo álbum, “No Paiz das Amazonas”. O quinteto formado por Daniel Freire (bass, violão, teclado), Erick Omena (voz, guitarra, violão, baixo), Eron Oliveira (bateria, SPD), Pablo Araújo (voz, guitarra, baixo e teclado) e Victor Neves (synth, percussão) explora uma mescla de sonoridades, passando pelo rock experimental, alternativo, eletrônico, folk e o noise, um caminho já trilhado no primeiro trabalho, “Amanhã Vai Ser o Melhor Dia da Sua Vida” (2017). Em função da pandemia, o grupo cancelou todas as datas de shows e optou por promover uma live no coração da floresta.

Inspirado em um dos primeiros documentários sobre a Amazônia, “No Paiz das Amazonas”, dirigido por Silvino Santos e Agesilau Araújo, teve a direção e edição de vídeo assinada por Matheus Paixão, que mescla a performance da banda com imagens que destacam a grandiosidade da locação. Pedro Graciano foi o responsável pela captação de áudio num ambiente completamente diferente do controle existente em estúdios ou casas de espetáculo e o resultado foi aprovado pela banda. Confira:

O álbum, lançado pelo selo alternativo Fluve – vinculado à Som Livre – reúne 10 músicas inéditas a autorais. Os músicos da Luneta Mágica mostram uma face instrumental mais arrojada, assumindo uma sonoridade compatível com a própria floresta.

A pré-produção do disco foi bastante intensa. Os músicos se isolaram em um sítio em Rio Preto da Eva, como parte de um processo de conexão com a natureza e distanciamento temporário da vida urbana. “Foi uma experiência que acabou indo ao encontro da ideia central de ‘Paiz das Amazonas’, que é retratar a Manaus de ontem e de hoje, mostrando o contraste da modernidade e de referências ancestrais”, comenta o vocalista Erick Omena.

Neste terceiro álbum, acrescenta o músico, a Luneta Mágica busca assumir uma estética tribal, mais rítmica e percussiva e que acaba permeando toda a produção. “O resultado desse processo foi de valorização da melodia e também uma busca e investigação daquelas que são as raízes musicais da cultura de nossa região”, destaca.
O projeto audiovisual de “Paiz das Amazonas” foi contemplado pelo edital Conexões Culturais 2020, prefeitura de Manaus, Lei Aldir Blanc.

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