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Os Trutas: eles querem uma casa no campo

os trutas foto juliana mello divulgação
capa do CD Gosto Daqui da banda Os Trutas
Capa do CD “Gosto daqui”, da banda Os Trutas. Foto: Divulgação

Bebendo diretamente da fonte de bandas como O Terço e Sá, Rodrix e Guarabira, Os Trutas é a caçula de um movimento que parecia esquecido no horizonte da MPB: o rock rural. Formada em Visconde de Mauá, um paraíso ecológico no Sul Fluminense, o grupo é formado por Pedro Gracindo (voz e guitarra), Leandro Souto Maior (guitarra), Fabiano Soares (baixo e vocais) e Keila Gomes (bateria).

O nome vem dos deliciosos peixes de água doce que sobem as corredeiras de Mauá para desovar. Neste caso, a banda deixou seu habitat este mês para apresentar-se pela primeira vez na Região Metropolitana. Foi um show na Sala Nelson Pereira dos Santos, em Niterói, na quinta-feira (13).

Com sua mistura de rock, blues e folk, Os Trutas vinham fazendo barulho na cena musical local, tornando-se em pouco tempo uma das maiores referências musicais do interior fluminense.

Em tempos de caldeirada sonora proporcionada pela era da informação e revolução digital, Os Trutas sugerem um pé no freio, um olhar mais atento sobre a natureza, a vida mais simples e despojada de certos aspectos da vida moderna – um “pensar sobre existir”, como diz a letra de “Gosto daqui”, música que dá título e abre o primeiro álbum do grupo. “Os Trutas querem abrir trincheiras de alegria no cenário da música brasileira, querem fazer o Brasil cantar suas canções que falam das coisas simples da vida”, explica Souto Maior, um jornalista que largou as redações cariocas para viver na bucólica Mauá.

Nos shows, além do repertório autoral do CD (com destaque para “Homem bom” e “Poeira de estrela”), o grupo gosta de apresentar suas influências, com releituras bluesy para a toada “Tocando em frente” (Renato Teixeira/Almir Sater) ou para a balada nordestina “De volta pro aconchego” (Dominguinhos/Nando Cordel).

 

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