Blues

Robert Cray reapresenta sua guitarra imperial no Vivo Rio

Acompanhado por Richard Cousins (baixo), Dover Weinberg (teclados) e Terrence Clark (bateria), Robert Cray subiu ao palco do Vivo Rio nesta sexta-feira, ainda promovendo seu mais recente álbum, “Robert Cray & Hi Rhythm” (lançado em 2017), além de desfilar sua coroa de hits em mais de três décadas de carteira.

Fez um show impecável, com 90 minutos cronometrados de blues (sim!) temperadíssimo com a essência da música negra: soul, R & B e até reggae. Acompanhado por um trio de excelente qualidade – com destaque para o experiente tecladista Dover -, a guitarra de Robert Cray continua límpida e precisa como sempre, fazendo jus a seus heróis do blues. E a voz está ainda melhor, mais pesada, porém limpa. Escute o novo trabalho de Robert Cray aqui:

O velho hit para agradar a plateia

No bis, o esperado hit que espalhou a fama de Cray mundo afora: “Nothing but a woman”. Contudo, RC a tocou provavelmente como uma homenagem ao público que foi vê-lo no Vivo Rio, já que há muito não a executava em shows.

O excelente som do Vivo Rio ajudou a realçar ainda mais o som da guitarra e da banda de Robert Cray. Já na direção contrária, a climatização da casa deixou a desejar: muita gente ficou suada sem pular, já que o show teve todo o seu público em mesas. Outro lamentável episódio ficou por conta de parte da plateia, mais especificamente no fundo da casa, que não parava de falar alto e, por muitas vezes, exigiu que o público realmente interessado no show emitisse a onomatopeia “shhhhhhh”.

Falta de educação à parte, Robert Cray e sua banda fizeram um dos grandes shows do ano no Brasil – e isso supera tudo.

One thought on “Robert Cray reapresenta sua guitarra imperial no Vivo Rio

  1. Valeu! Acho que uma melhoria que o Vivo Rio poderia promover na estrutura dos shows da casa seria na qualidade da exibição das imagens das apresentações. As câmeras acabam transmitindo apenas, quase exclusivamente, imagens do palco inteiro, o que já se vê à distância. Acho melhor um “passeio” pelos artistas e seus instrumentos.

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