MPB

Trio Janaju leva suas vozes ao J Club

trio janaju

Conhecido pelos 27 anos ao lado de Maria Bethânia, de quem foi diretor musical e arranjador, o maestro Jaime Alem tem outros trabalhos que merecem ser conhecidos. Um deles é o Trio Janaju, que forma com sua mulher Nair de Cândia e a cunhada Jurema. Nesta quinta (29), às 21h, pela primeira vez desde o início da pandemia, eles sobem o palco do J Club, na Casa de Julieta de Serpa, no Flamengo.

Mas não era só Jaime que trabalhava com Bethânia. As duas irmãs integravam o quarteto de vozes que acompanhava Bethânia em seus shows e eram saudadas pela Abelha Rainha como “as belas vozes”.

Janaju vem das sílabas iniciais dos nomes de Jaime, Nadir e Jurema. O trio nasceu de um jeito informal nas cantorias promovidas em animados saraus na casa de Jaime e Nair, em Santa Teresa.

Nair tem seu trabalho solo e compõe com Jaime a dupla Jaime e Nair, com alguns álbuns lançados. O primeiro álbum do casal, “Jaime e Nair” (1974), está fora de catálogo. Mas em breve deverá ser lançado nas plataformas musicais. Ainda bem.

Jurema, conhecida por seu trabalho de vocalista em gravações e shows desde 2001, tem participação de destaque nos como backing vocal nos shows de Roberto Carlos.

O trio aproveita o entrosamento vocal num vasto e eclético repertório que vai da MPB ao rock sessentista de Mamas & Papas, Beatles e Mutantes, além das canções autorais de Jaime Alem, um exímio tocador da viola de dez cordas, conhecida como viola caipira – o músico é natural do interior de São Paulo. Assistam uma versão de “Because” (Lennnon & McCartney), aos cuidados do Trio Janaju

Com a pausa nas apresentações do grupo, devido às restrições impostas pela pandemia, no ano passado, eles lançaram o primeiro single do Janaju, a canção “Homens de Pedra”, disponível nas plataformas digitais. A música e o arranjo são assinados por Jaime, que toca todos os instrumentos usados na gravação (violão, guitarra de 12 cordas, percussão, bateria e contrabaixo). Em “Homens de Pedra”, Jaime expõe o seu sentimento sobre as questões primordiais do nosso tempo. A humanidade, a fé e a solidariedade dão o sentido dessa canção de narrativa quase que cinematográfica. “É uma canção de alerta e também de esperança”, avisa o músico. Que logo venha um álbum completo. Confira aqui:

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