Rock

Volta do Genesis não inclui Gabriel e Hackett

Peter Gabriel, na primeira fase do Genesis, entre 1969 e 1975 - Foto: Reprodução
Peter Gabriel, na primeira fase do Genesis, entre 1969 e 1975 – Foto: Reprodução

Qualquer fã do Genesis sabe que a banda tem duas fases tão distintas que até seria justo que o grupo tivesse dois nomes diferentes. No início, ou na gênese, tínhamos uma banda de rock progressivo com fortes influências da música clássica e que no palco era liderada por um excelente vocalista com muitos recursos cênicos e performáticos, ousados até para o início dos 1970. Estamos falando de Peter Gabriel. Havia também o virtuose Steve Hackett nas guitarras. Com saída de Gabriel, em 1975, e de Hackettt, em 1977, os remanescentes Phill Collins (vocais e bateria), Mike Rutherford (baixo) e Tony Banks (teclados) forjaram a gênese de outro Genesis, com forte acento pop e que ajudou a colocar seu novo líder, o carismático Collins, no panteão de grande hitmaker. O recente anúncio de uma reunião da banda para a megaturnê “The Last Domino?” encheu fãs de todo mundo da esperança de ver o quinteto da formação original reunido, mas não vai ser possível. Vamos ter de nos contentar com o trio.

“Eu sei que as pessoas adoram a ideia de que nós cinco nos reuniremos novamente, mas as músicas que a maioria das pessoas conhece e ama são dos últimos 40 anos. Peter saiu há muito tempo. Realmente não sei o que poderíamos fazer com ele agora”, disse Rutherford em entrevista recente ao portal Music-news.com.

O tecladista Tony Banks foi além e disse que a adesão de Gabriel e Hackettt neste momento obrigaria o grupo a adotar o que classificou de “repertório estranho” (ele usou a expressão “weird setlist”). “Por mais que eu goste dos primeiros álbuns, seria estranho fazer apenas as músicas daquele período”.

“Acho que uma reunião com Steve e Pete seria difícil. Tocar com Mike e Tony é a opção mais fácil”, disse Collins, jogando a pá de cal.

Vamos conferir no vídeo abaixo a primeira fase do Genesis, tendo Peter Gabriel como frontman, numa interpretação de “I Know What a Like”, o maior êxito comercial deste período:

E agora vale a pena conferir a guinada do Genesis sob a liderança de Phill Collins numa versão da hiperdançante “Invisible Touch”:

Filho de Phill assume as baquetas

A logomarca da turnê 'The Last Domino'
A logomarca da turnê ‘The Last Domino?’

A novidade deste Genesis em turnê é a presença de Nic Collins, filho de Phill, na bateria. As dúvidas iniciais de Rutherford e Banks acerca da escolha foram rapidamente dissipadas quando viram o músico em ação em shows do pai. Banks até lembra do primeiro ensaio do grupo antes de anúncio oficial da reunião. “As primeiras músicas que tocamos foram ‘No Son of Mine’ e ‘Land of Confusion”. Principalmente porque são as duas mais fáceis, mas Nic as conhecia melhor até do que nós”, conta.

Ainda na entrevista, Rutherford descartou que o projeto vire um novo álbum do Genesis, que gravou pela última vez em estúdio em “Calling All Stations”, de 1997. Depois disso, foram lançadas três álbuns ao vivo entre 2007 e 2009. “Não está no nosso radar. Esta turnê já é por demais trabalhosa”, avisa.

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